segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Evento INOVABR - Inovação Social e Sustentabilidade






Evento INOVABR - Inovação Social e Sustentabilidade


Estão abertas as inscrições para o evento INOVABR, Inovação Social e Sustentabilidade, que ocorrerá de 22 a 26 de novembro, no Auditório do bloco G-122, Centro de Tecnologia da UFRJ, campus Ilha do Fundão.

O principal objetivo do evento é debater o potencial da inovação social para a promoção de novos modelos de negócios, soluções de produtos e serviços, bem como fomentar alternativas para o desenvolvimento tecnológico e novas perspectivas para a gestão pública.

O evento é realizado pelo Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ, em parceria com a Agência UFRJ de Inovação, Rede IVIS – Instituto Virtual de Inovação Social – e Rede DESIS – Design para Inovação Social e Sustentabilidade –, com apoio do CNPq.

Na lista de palestrantes confirmados, se encontram nomes de renomados intelectuais do Brasil e do mundo. 

As discussões irão se divir em quatro eixos, que são: Inovação social e sustentabilidade: apresentação e perspectivas; Inovação social e novas redes alimentares; Inovação social, desenvolvimento local e turismo; e Inovação social e inovação tecnológica.

As inscrições são gratuitas e limitadas! Para maiores informações, acesse: http://www.ltds.ufrj.br/inovabr/ 

Aberta seleção de projetos - Incubadora Rio Criativo







Estão abertas as inscrições para a seleção de projetos para a Incubadora Rio Criativo. O edital está sendo lançado pela a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, com o intuito de estimular o potencial da economia criativa para o desenvolvimento socioeconômico do Estado do Rio de Janeiro e a expressiva vocação cultural fluminense.

O principal objetivo das incubadoras é abrigar empreendimentos inovadores, fornecendo assessoria em sua gestão e infraestrutura de serviços. Dentro delas, estabelecem-se redes de contatos e outras formas de relacionamento que auxiliam no sucesso dos negócios. Oferecem ajuda aos novos empreendimentos a sobreviver e crescer durante os seus primeiros anos de existência.

Os projetos selecionados irão contar, em um período total de 18 meses, com consultoria e orientação para planejamento estratégico, gestão de planos de negócios e plano de marketing; sala de uso privativo para sediar o empreendimento; serviços de assessoria jurídica, assessoria de imprensa, programação visual, marketing e seleção de recursos humanos; redes de negócios entre empreendedores culturais, clientes e parceiros; espaço físico e serviços de infraestrutura para uso compartilhado entre os empreendimentos: salas de reuniões e auditório, serviços de manutenção predial, de segurança patrimonial e suporte de rede; serviços de apoio para a legalização do empreendimento; e acompanhamento do empreendimento.

As áreas apoiadas pelo programa são: Audiovisual, arquitetura e restauro, artesanato, artes cênicas, música, artes plásticas, cultura popular, TV, design, rádio, gastronomia, jogos, moda, mercado editorial, educação, software aplicado à economia criativa, turismo, publicidade e eventos.

Se você possui algum projeto ligado à uma dessas áreas de atuação, vale a pena conferir o que o edital do programa informa.

Para maiores informações, visite: http://www.riocriativo.rj.gov.br/ 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Reflexão

 


"A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol."
(Humberto de Campos)

Cacique Seattle

A Carta do Cacique Seattle, em 1855

Cacique SeattleEm 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo - MPE







Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo - MPE


Introdução

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - FUNBIO, dentro dos marcos de sua missão institucional de conservar e dar uso sustentável à biodiversidade e com o propósito de desenvolver ações futuras, contratou um estudo, realizado pelo consultor Roberto M.F. Mourão, com o objetivo de analisar e obter subsídios sobre ecoturismo e turismo especializado à luz do atual cenário de políticas nacionais, agentes financeiros, recursos disponíveis e perspectivas do setor.
Através da análise das propostas de ação e financiamento em andamento e previstas para o setor, o FUNBIO buscou saber quais ações e áreas prioritárias necessitam de complementação e, especificamente, qual pode ser o papel do Fundo no cenário ecoturístico nacional.
O objetivo do FUNBIO é atuar de forma complementar e/ou diferenciada dos atuais programas de apoio ao setor, identificando ações prioritárias e aquelas que necessitam complementação, visando inclusive futuras parcerias. Propõe-se, ainda, a identificar e preencher as lacunas necessárias para que o ecoturismo possa se firmar como uma alternativa de uso sustentável associado à conservação da biodiversidade no Brasil.

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O estudo realizado identificou a capacitação como uma atividade de necessidade imediata no atual cenário do ecoturismo, com especial atenção para as mais remotas regiões do país. Para atender aos projetos de ecoturismo com produtos desenvolvidos em bases ambiental, social, econômica e culturalmente sustentáveis, o FUNBIO decidiu desenvolver a proposta denominada Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo- MPE.
Com o objetivo de discutir e aprofundar as proposições constantes da proposta do Programa MPE foi realizado, durante os dias 3 e 4 de maio de 2000, em Brasília, uma oficina técnica com a presença de 22 representantes de organizações governamentais e não-governamentais, potenciais parceiros, consultores, técnicos e titulares do Funbio. O Programa Melhores Práticas para o Ecoturismo, apresentado a seguir, é fruto do aprimoramento da proposta inicial pelos membros da oficina técnica.

Por que o Ecoturismo?
Nos últimos anos, o ecoturismo tem sido visto como uma alternativa econômica e uma forte ferramenta para a conservação. Apesar de todo tipo de turismo ter um custo ambiental e/ou cultural, quando operado adequadamente, seus eventuais impactos negativos são menores e de mais fácil controle comparativamente a outros setores produtivos tais como agricultura, pecuária, garimpo ou extração de madeira.
Com o crescimento da pressão global sobre as áreas naturais e a procura por modelos de desenvolvimento compatíveis com o uso sustentável dos recursos naturais, o turismo, e mais especificamente o ecoturismo ou turismo relacionado com a natureza, tem sido considerado como aliado e um forte componente no estabelecimento de estratégias de conservação com boas chances de sucesso.
O ecoturismo, tendo como principal espaço de atuação áreas naturais conservadas, pode ser visto como mais um benefício não madeireiro ou indireto para estas áreas, da mesma forma como a proteção de mananciais, o controle de erosão e o extrativismo, que têm suas bases diretamente relacionadas à conservação ambiental.

O que são Melhores Práticas
Em essência, “Melhores Práticas” são formas ótimas para executar um processo ou operação. São os meios pelos quais organizações e empresas líderes alcançam alto desempenho e também servem como metas para organizações que almejam atingir níveis de excelência.
Não existe um único processo de "Melhores Práticas" e não há nenhum conjunto de "Melhores Práticas" que funcione para todos os lugares o tempo todo. No caso do turismo, cada processo de desenvolvimento turístico é diferente de outro sob o ponto de vista ambiental, geográfico, social, político, cultural e tecnológico.
Deve-se considerar que toda organização tem suas próprias metas, oportunidades e restrições. Além disso, "Melhores Práticas" dependem da fase de desenvolvimento em que cada organização se encontra e essas práticas mudam à medida que a organização muda.

Melhores Práticas - Processos e Subprocessos
No caso do ecoturismo ou do turismo relacionado com a natureza, "Melhores Práticas" devem ser associadas a outras práticas da operação ou prestação de serviços turísticos, como por exemplo, a contabilidade.
O que todas as "Melhores Práticas" têm em comum é que elas permitem a uma organização apresentar qualidade aos seus usuários. Nas empresas bem sucedidas, qualidade se torna um diferencial que conduz a melhorias constantes e que aumentam a satisfação dos clientes.
"Melhores práticas" funcionam como uma fonte de abordagem criativa ao invés de uma resposta irrefutável para um problema empresarial ou operacional. Essa abordagem começa com a pergunta: essa prática faz sentido para minha organização ou empresa? A procura por melhores práticas visa estabelecer um nível de qualidade. Nivelamento é um processo comparativo contínuo entre suas operações e as operações das melhores organizações.
Mas como é possível comparar processos quando cada organização define, mede e os nomeia diferentemente? Esse foi o dilema enfrentado quando se começou a trabalhar com propostas de Melhores Práticas Globais. A solução foi estabelecer uma nova "linguagem universal de negócio".
Essa linguagem denominada “Process Classification Scheme” foi desenvolvida em 1992 por Arthur Andersen e o International Benchmarking Clearinghouse e algumas de suas organizações co- fundadoras.
O “Process Classification Scheme” define 13 processos chaves que toda organização deve executar, desde processos operacionais como o desenvolvimento de produtos e serviços até os processos de apoio como, por exemplo, o gerenciamento de recursos humanos.
Por sua vez, esses processos são novamente divididos em mais de 200 subprocessos. Tal esquema permite definir o que as organizações querem e do que elas realmente precisam.
De onde vêm as informações para se desenvolver "Melhores Práticas"?
Informações para subsidiar "Melhores Práticas" podem vir de várias fontes. Porém, as mais importantes vêm de clientes e fornecedores que geralmente enxergam melhor os problemas ou oportunidades do que alguém de dentro da organização. Entrevistas e relatórios de clientes e fornecedores podem gerar idéias surpreendentes para resolver problemas específicos.
Uma forma de atualizar e otimizar "Melhores Práticas" consiste em visitas técnicas a empreendimentos ou projetos de outras organizações. Muito se aprende com os sucessos e, sobretudo, com os fracassos. O ponto alto dos estudos de caso são as lições aprendidas e a troca de informações - um rico manancial de aprendizado e aprimoramento.
Associações profissionais e cooperativas de serviços e produção são também uma rica fonte de informações e estratégias. As relações interempresariais são excelentes formas de manter-se atualizado.

Indicadores
Os indicadores podem ser quantitativos ou qualitativos. Indicadores quantitativos mostram o que é possível. Indicadores qualitativos mostram como atingir um determinado desempenho. Em função desses indicadores e de medidas de eficácia e eficiência, "melhores práticas" devem ser continuamente atualizadas.

Indicadores Quantitativos - Exemplos
- inventário de estoque;
- grau de informatização;
- informação tecnológica;
- nível de inovações tecnológicas;
- eficiência de promoção e vendas;
- recolhimento de taxas e impostos;
- despesas administrativas x custos;
- disponibilidade de recursos humanos;
- número de reclamações sobre serviços e/ou produtos;
- fluxo de caixa (contas a pagar x a receber x folha de pagamento).

Indicadores Qualitativos - Exemplos
- design de produtos e atualização tecnológica;
- qualidade na prestação de serviços;
- gerenciamento e treinamento de recursos humanos;
- desenvolvimento de estratégias;
- programas de conservação e educação ambiental;
- programas de saúde e de segurança no trabalho;
- gerenciamento empresarial físico e financeiro;
- gerenciamento de recursos e tecnologia;
- velocidade de atualização e agilidade para mudanças;
- orientação voltada para produção e fornecimento;
- conhecimento do mercado e da clientela.

Melhores Práticas e (Eco) turismo
Do ponto de vista de "Melhores Práticas" para a indústria turística, deve-se considerar que a demanda pela natureza ainda é pequena. A maioria dos operadores/fornecedores internacionais tem lutado para responder ao tipo de produto global exigido por viajantes instruídos e experimentados.
Fornecedores e operadores precisam estar familiarizados com algumas exigências, tais como operações ambiental e culturalmente sustentáveis, atendimento de qualidade e voltado para as expectativas do cliente, marketing, diversidade de atividades e produtos, informação e interpretação ambiental de qualidade, programação adequada e administração empresarial eficaz.
Como o tamanho das operações do segmento ecoturístico é pequeno, alcançar eficiência e eficácia torna-se um grande desafio. Além disso, viagens especializadas constituem um setor fragmentado, ainda pouco desenvolvido em termos de associações, parcerias e comunicação.
Uma das estratégias mais importantes para superar esse panorama é a implementação de um Programa de Melhores Práticas para o Ecoturismo.
O objetivo principal de um programa de Melhores Práticas é o de compartilhar práticas com chances de sucesso entre os atores da indústria turística: prestadores de serviços e grupos de interesses (comunidades locais, etc.).

"Melhores Práticas" vão além dos movimentos globais atuais de certificação e credenciamento na indústria turística, elas trazem como benefício a possibilidade de:
- desenvolver melhor imagem e reputação;
- entender melhor o seu mercado e o de seus concorrentes;
- observar novas idéias fora do modelo convencional dos atuais processos;
- acelerar mudanças usando práticas testadas e operações demonstrativas;
- beneficiar-se das descobertas e práticas de outros, uma vez que não há nenhum propósito em investir tempo, recursos e esforços em pesquisa, quando alguém já o fez melhor e mais barato;
- proporcionar uma implementação mais fácil e veloz devido ao envolvimento dos “donos” ou criadores do processo;
- conhecer mais rapidamente as tendências ou inovações importantes e como elas podem ser aplicadas.

"Melhores Práticas" podem atuar como catalisadores de mudanças. Examinando as operações específicas à luz do sucesso de outras operações bem sucedidas, pode-se revelar fraquezas e criar forças para as mudanças.
Um programa de Melhores Práticas para o turismo deve analisar:
- informações de todos os tipos ou segmentos de turismo (aventura, cultural, esportivo, ecoturismo, rural, etc.);
- fluxos e operações em baixa, média e alta temporadas;
- portes de operação (individuais, grupos, seriados);
- operações em todas as regiões geográficas e/ou ecossistemas relevantes;
- áreas da organização tais como relações e sustentabilidade sócio-ambiental para o desenvolvimento de novos produtos.

Em termos de um Programa de Melhores Práticas, deve-se pensar em:
- avaliar todos os setores e etapas da operação ecoturística;
- incluir aspectos amplos como o uso de energias limpas e renováveis;
- incluir atividades econômicas como alimentos, pesca, artesanato, etc.;
- obter ampla contribuição de especialistas para elaborar critérios efetivos de monitoramento, avaliação e ajustes;
- desenvolver um processo objetivo para avaliar medidas de desempenho;
- elaborar programas com foco nas práticas e não em operadores, empresas ou organizações.

Um Programa de Melhores Práticas deve ser funcional e aplicável até por pessoas de pouca ou nenhuma prática operacional, ainda que seja necessária uma certa tutela no início de sua implantação. Deve, ainda, atender aos critérios de qualidade e de certificação de produtos, informando, capacitando, treinando, monitorando e ajustando práticas em busca de eficiência e eficácia.

Aspectos Operacionais - Diagnóstico
Cenário/Problemas: Causas Prováveis

1. Desenvolvimento não-sustentável do (eco)turismo
- Desconhecimento dos riscos e impactos ambientais e culturais negativos do (eco)turismo

2. Desorganização dos segmentos locais ligados ao turismo
- Desvalorização da cultura local;
- Baixa qualidade em higiene e sanitarismo, com conseqüente ocorrência de endemias;
- Desarticulação entre os grupos de interesse envolvidos (governo, ongs e iniciativa privada).

3. Qualidade no atendimento deficiente/inadequada
- Baixa qualificação de mão de obra de hoteleira (governança, alimentos e bebidas, etc);
- Desconhecimento dos princípios do marketing de serviços (voltado ao cliente);
- Práticas inadequadas de higiene, manuseio e armazenagem de produtos alimentícios;
- Reduzida ou ausência de visão empresarial (foco nos resultados/cliente);
- Número muito reduzido de pessoas locais com conhecimento/fluência em outros idiomas;
- Guias inexperientes em interpretação ambiental e cultural.

4. Deficiência administrativa
- Marketing inexistente;
- Contabilidade desqualificada;
- Desconhecimento das legislações ambiental, turística e fiscal;
- Empreendimentos com excessiva informalidade empresarial/operacional;

5. Desconhecimento de conceitos e princípios do ecoturismo
- Impactos ambientais e culturais;
- Tratamento de resíduos (lixo) e efluentes (esgotos) inexistentes/deficientes;
- Dificuldade de acesso a fontes de informação e/ou capacitação/treinamento adequados;

6. Formatação de produtos precária
- Atrativos e produtos turísticos desarticulados;
- Desconhecimento de como organizar atividades e desenvolver produtos (preço, promoção);
- Riscos de acidentes;

7. Baixa diversificação, qualidade e integração dos produtos locais no contexto do ecoturismo
- Poucos especialistas experientes em desenvolvimento de produtos ecoturísticos;
- Poucos produtos ecoturísticos disponíveis;
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Fonte: http://www.mpefunbio.org.br/
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