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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Resíduos industriais produzem peças decorativas e utilitárias

Sobras de celulose viram fonte de renda para artesãos

Moradores de Campina da Alegria, no Rio Grande do Sul, usam resíduos industriais e produzem peças decorativas e utilitárias




Reaproveitamento de resíduos e geração de renda. A união dessas duas necessidades resultou na formação da Associação de Artesanato Broto do Galho. O grupo é formado por 15 artesãos da pequena comunidade de Campina da Alegria, em Vargem Bonita (RS). Eles reciclam resíduos industriais da empresa Celulose Irani e produzem peças decorativas e utilitárias que compõem as coleções ‘Paixões do Viveiro’ e ‘Broto em Papelão’.
A empresa de celulose identificou a necessidade de dar utilidade às sobras da sua produção e, ao mesmo tempo, gerar ocupação e renda para as moradoras de Campina da Alegria. São cerca de 700 habitantes, sendo 90% funcionários da empresa. “As esposas dos funcionários também queriam ajudar financeiramente em casa. Fizemos uma série de testes com os resíduos e levamos uma proposta de trabalho para o Sebrae”, explica a coordenadora de sustentabilidade da empresa, Mariana Irani.
O projeto Broto do Galho teve início em 2008. No ano seguinte, o trabalho passou a fazer parte do programa nacional ‘Sebrae nos Territórios da Cidadania’. Com apoio da prefeitura de Vargem Bonita, foram realizadas diversas ações. “Os artesãos receberam capacitação sobre noções básicas de gestão, desenvolvimento e confecção de produtos artesanais a partir da pasta de resíduo da celulose – transformada em papel marchê - e de tubos de papelão”, conta a gestora local do projeto no Sebrae, Onilia Manenti.
Os produtos criados já renderam duas coleções: ‘Paixões do Viveiro’ e ‘Broto em Papelão’. São porta-retratos, porta-trecos, porta-canetas, peças decorativas como ave de papel, luminárias e centros de mesa. “Todas as peças trazem característica voltadas à natureza e à conscientização ambiental. As técnicas utilizadas foram descobertas, testadas e analisadas. Não há uso de produto tóxico”, garante Mariana Irani.
A presidente da associação, Claudete Boeno, conta que divide seu dia com o trabalho de merendeira e a produção artesanal. “Ainda não dá pra viver apenas com o que criamos na associação. Nossos mercados são as feiras e, principalmente, as empresas, que encomendam as peças para serem oferecidas como brindes corporativos”, afirma. Para ela, o maior ganho foi o aprendizado de uma nova profissão. “Ganhamos autoestima”, enfatiza.

Por Regina Xeyla
Fonte: Sebrae (01/06/2011)
Foto: Divulgação/Sebrae
Resíduos industriais transformados em peças decorativas e utilitários

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FBB e cooperativa do Distrito Federal vão beneficiar casca do coco

FBB e cooperativa do Distrito Federal vão beneficiar casca do coco


O material, que leva de 10 a 12 anos para se decompor, pode ser reciclado e usado em peças de artesanato, manta contra erosão do solo e substrato para hortaliças
Foto: Divulgação
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Todos os dias, cerca de 30 toneladas de casca são jogadas nos aterros do DF

16/02/2011 -
As cascas de coco representam cerca de 80% do entulho das praias brasileiras e geram, nas grandes cidades, um amontoado de lixo que serve de moradia para o mosquito transmissor da dengue e outras doenças. Se jogado na natureza, o produto leva de 10 a 12 anos para se decompor. Os frutos chegam ao Distrito Federal, em sua maioria, dos Estados da Bahia, Pernambuco e Paraíba e cerca de 30 toneladas de casca são jogadas por dia nos aterros sanitários, causando estragos ao meio ambiente.
Diante deste cenário, a Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa dos Trabalhadores em Coco do Distrito Federal - Coopercoco firmarão convênio com o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida dos associados, por meio do processamento da casca do coco verde. O convênio garantirá a eles mais trabalho e renda, além do cuidado com o meio ambiente e da contribuição para a sustentabilidade.
José Roberto Melo Machado, presidente da Cooperativa, trabalha há mais de oito anos com coco no DF e diz que o interesse pela reciclagem da casca surgiu depois de uma visita à exposição Ciência para a Vida, realizada pela Embrapa, que mostrava uma máquina trituradora da casca; uma prensa rotativa, que retira o líquido; e uma máquina classificadora, que faz a separação entre pó e fibra. Com a matéria prima, ele explica que é possível confeccionar xaxim, peças de artesanato, manta para prevenir a erosão no solo e, ainda, um substrato para hortaliças e jardinagens. A fibra seca pode, também, diminuir a temperatura do solo e auxiliar no cultivo de frutas.
Hoje a Cooperativa possui 32 associados - entre vendedores de coco ambulantes e quiosqueiros. Com a construção do galpão e montagem das máquinas, a meta é atingir 500 associados, ligados à cadeia produtiva do coco. "O projeto vai nos garantir mais segurança no trabalho, melhor renda e ainda vamos ajudar a melhorar o meio ambiente. Estou feliz, porque seremos referência para outros vendedores", disse o presidente.
Outras parcerias também foram firmadas: com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na oferta de cursos para os cooperados; com o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF - Ibram; e com Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop), para que durante a coleta do material reciclável, feita pelas cooperativas, também seja feito o recolhimento e o armazenamento correto das cascas do coco e entrega para a Coopercoco. Um convênio anterior foi firmado com a Fundação BB e já garantiu a compra de máquinas e equipamentos. O novo convênio garantirá a construção de um galpão de 375 m², na Fazenda Sucupira - Riacho Fundo I, e a criação de ecos pontos para coleta de cascas de coco verde, entre outros investimentos.

Por Dalva de Oliveira
Fonte: Fundação Banco do Brasil

Caatinga ganha recurso socioambiental para apoio a projetos

Caatinga ganha recurso socioambiental para apoio a projetos


Financiamento da CEF é voltado para manejo sustentável dos recursos naturais do bioma, que é o único genuinamente brasileiro
Foto: Divulgação/PAN BRASIL/MMA
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Desmatamento já atingiu quase 50% da área

16/02/2011
- A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, assinaram termo de compromisso com o objetivo de destinar recursos do Fundo Socioambiental da CAIXA para o financiamento de projetos voltados ao manejo sustentável dos recursos naturais na Caatinga, com ênfase naqueles que integram a cadeia de insumos da construção civil e que usam matéria-prima proveniente do bioma.
"Esse é o primeiro ato do Ano Internacional de Florestas e um momento histórico porque, além da Amazônia, começamos a investir em outros biomas. E a Caatinga vai nos surpreender com projetos inovadores", comemorou a ministra.
Agora, serão elaborados os editais para as ações de combate ao desmatamento e à desertificação, bem como para o financiamento dos pólos das indústrias de cerâmica e gesso, que fazem uso de recursos florestais (lenha e carvão). A expectativa é que, no segundo semestre de 2011, os projetos sejam contratados e a execução iniciada.
As etapas de seleção e apoio à qualificação técnica dos projetos a serem financiados pelo Fundo Socioambiental serão conduzidas pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente, com base nos eixos temáticos prioritários para a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente.
"O sertão sempre foi associado à seca, à miséria e à pobreza e será muito importante revertermos essa visão, mostrando ao Brasil a riqueza da biodiversidade da Caatinga e a possibilidade de desenvolvermos e mudar a condição de vida das pessoas com o uso sustentável dos recursos", disse a presidenta da CAIXA. A mesma parceria foi estabelecida para projetos de conservação no Cerrado, bioma que já conta com o financiamento de R$ 2,67 milhões do Fundo Socioambiental da CAIXA.
A caatinga é o único bioma genuinamente brasileiro, com 844 mil km² de área, que se espalha por vários estados do Nordeste e chega até ao norte de Minas Gerais. Seus recursos florestais, utilizados como lenha e carvão vegetal, por exemplo, representam a segunda principal fonte de energia da região e são consumidos, em boa parte, pela indústria da construção civil.
O uso indiscriminado desses recursos já levou ao desmatamento de 45% do bioma, o que contribui para o aumento da desertificação no Semiárido. Se os recursos florestais forem usados de forma sustentável, podem impulsionar o desenvolvimento econômico e socioambiental da região, evitar a desertificação e garantir a sobrevivência das populações sertanejas.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (Publicado em 10/02/2011)

sábado, 6 de novembro de 2010

Projeto ProSocialCinema – Projeto de Promoção Social do Cinema




Idealizado por Adailton Medeiros, o projeto ProSocialCinema, existe há 8 anos, sempre promovendo o cinema brasileiro e levando pessoas de todas as idades para conferir os filmes em cartaz. E o melhor, de graça.

 

O projeto ProSocialCinema se iniciou em 2006 com a iniciativa do Ponto Cine, a Primeira Sala Popular de Cinema Digital do Brasil, que fica em Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro.

A proposta do ProSocialCinema é difundir o cinema brasileiros e formar platéia para os nossos filmes, educar o olhar de crianças, jovens e adultos e, também, incluir socialmente aqueles que nunca foram ou
pouco freqüentam as salas de exibição.

Os grupos são agendados para irem ao Ponto Cine durante as sessões comerciais, que acontecem de terça a domingo. O projeto é patrocinado pela Petrobras. Escolas do ensino público, ONGs, associações e grupos civis organizados sem fins lucrativos podem participar. Para isto, basta entrar em contato com a equipe do projeto pelo telefone (21) 3106-9995, de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h, e verificar a programação em cartaz, escolher o filme que melhor se ajusta ao grupo e agendar data e horário.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Concurso EcoFotográfico


Estão abertas as inscrições para  a primeira edição do Concurso EcoFotográfico, que terá como tema a “Árvore dá Vida”.

Sua realização é uma iniciativa do IBEV (Instituto Brasileiro de Eventos), em parceria com o projeto "Estratégias para a Conservação do Cerrado paulista - a partir da mobilização da sociedade civíl", da Vidágua e apoio da Secretaria de Cultura de Rio Claro e da ProVida Socioambiental.

Serão recebidas fotografias sobre este tema e que estejam relacionadas à sua conservação, respeito  e sustentabilidade. O concurso prevê prêmios especiais  para espécies do Cerrado paulista, também estando previstas menções honrosas.

Cada participante poderá concorrer com apenas três fotografias. O concurso é aberto a todas as pessoas,  profissionais e amadores, especialmente escolares e universitários. As fotografias vencedoras e as demais selecionadas participarão da exposição que acontecerá no dia 27 de novembro de 2010 no Centro Cultural Roberto Palmari, em Rio Claro, SP.
 
O período para envio das fotos  é de 28/09 a 12/11, no Centro Cultura de Rio Claro.

Ao final do concurso as imagens serão expostas no blog do concurso, facilitando a visitação de pessoas de quaisquer partes do mundo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A fantástica "Tierra de Niños"


Partindo da premissa de que é durante a infância que se formam os valores de qualquer ser humano, a peruana Associação para a Infância e seu Ambiente (ANIA) coordena projetos com o propósito de desenvolver nesta faixa etária um sentimento de união e amor para com a natureza.

Um de seus projetos mais incisivos é o chamado "Tierra de Ninõs". Seu objetivo é desenvolver nas crianças conhecimentos, habilidades e valores que os permitam questionar a problemática ambiental à qual estamos inseridos, através da construção de laços de afeto e respeito ao mundo natural.

Como metodologia, são definidos espaços, com no mínimo meio metro de terra, que são administrados por adultos ou crianças. O objetivo é que através da concessão de certa "responsabilidade" pela terra, seja desenvolvido o aumento da auto-estima do grupo e o fortalecimento de sua identidade com o ambiente. Nestes espaços, os participantes podem desenvolver ações como: a criação de áreas verdes, promovendo o cultivo sustentável do solo com produtos agrícolas, medicinais e ornamentais; a conservação da biodiversidade local; reflorestamento de áreas degradadas com espécies nativas; ações de cuidado com a água; manejo de resíduos sólidos (reciclagem e compostagem); ações de fomento à expressão artística e espiritual local; e etc.



A ANIA garante que qualquer criança, de qualquer classe social ou cultural, possa implantar uma Tierra de Ninõs nos mais variados ecossistemas. Já existem unidades espalhadas por zonas rurais, urbanas, em instituições educativas, em praças, bairros, comunidades e etc.


Atualmente, o Perú conta com 180 hectares de área outorgada, onde mais de 5.000 crianças são beneficiadas.  A meta do projeto é extender a iniciativa à toda América Latina, de maneira que seja promovida uma ascensão nos indicadores sociais das regiões beneficiadas. Países como o Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Escócia, India, Japão e Canadá já contam com a iniciativa.

Para saber mais sobre o "Tierra de Ninõs" e outros projetos promovidos pela ANIA, acesse: http://www.mundodeania.org/



Energia gerada a partir do lixo




Um empresário de Manaus, no Amazonas, está produzindo energia elétrica por meio de uma usina cuja matéria orgânica é encontrada no lixo e em estações de tratamento de resíduos. A fazenda, que pertence ao empresário Fernando Garcia, aproveita o resíduo gerado por uma escola do município. Ele também utiliza o esgoto produzido a partir do dejetos de cabritos e o lixo orgânico recolhido nas ruas.

O material é encaminhado para uma usina, que aproveita o calor do sol para transformar o material orgânico em energia elétrica. Segundo Garcia,  "o projeto, implantado no conceito de uma cidade, poderia reduzir em até 60% o volume do lixo destinado a um aterro sanitário".

Na usina, o calor transforma o material orgânico em metano e hidrogênio, que servem de combustível para um motor que gera energia elétrica limpa. O protótipo montado na zona rural de Manaus terá capacidade para gerar energia suficiente para iluminar uma vila com 60 casas, por exemplo. A energia é produzida a partir da transformação de 50 toneladas de resíduos por dia.

Este projeto prova a capacidade inventiva do ser humano. Havendo interesse, podemos reverter uma situação problemática e colocá-la a nosso favor. Divulguem esta notícia, quem sabe a ideia não se espalha pelo Brasil a fora.

Fonte: Portal Orgânica